30/05/2010

BUDDHAN SARANAM GACCHAM (Continuação)









O apego a objetos, a ambição e a sensualidade são as causas da miséria e da vaidade ao mundo. Deve-se vencer o ego e a mente e se alcançará o calmo e puro estado natural, onde só existe a paz, bondade e sabedoria.

O ego é o refúgio do ego
Através de um ego plenamente aniquilado
Obtém-se um refúgio tão difícil de se obter.

Apenas por si próprio é feito o mal,
Ele é autocriado e autocausado.
O mal oprime o homem como o diamante corta uma pedra dura.

Apenas por si mesmo é feito o mal,
Por si mesmo alguém é corrompido.
Por si mesmo se evita o mal.

Apenas por si mesmo se é purificado.
Pureza e impureza dependem de si mesmo,
Ninguém pode purificar ninguém.

Os atos dos homens tornam-se maus por dez razões e, evitando-se essas dez razões tornam-se bons. Há três males do corpo, quatro males da língua e três males da mente.

Os males do corpo são: homicídio, roubo, e adultério;
Da língua: mentira, calúnia, abuso e conversa frívola;
Da mente: cobiça, ódio e erro.

Para se evitar esses dez males é preciso:

a)Não matar; ao contrário, respeitar a vida.
b)Não roubar, ao invés disso ajudar a todos a serem mestres dos frutos de seus trabalhos.
c)Abster-se da impureza e viver uma vida de castidade.
d)Não mentir e dizer sempre a verdade com discrição, destemidade e com o coração puro.
e)Não criar más informações nem as repetir. Não criticar, mas antes olhar para os traços bons dos semelhantes para que, com sinceridade, possa defendê-los contra inimigos.
f)Não jurar. Falar decentemente e com dignidade.
g)Não desperdiçar o tempo com conversas frívolas. Deter-se ao fim determinado ou então manter silêncio.
h)Não cobiçar nem invejar.
i)Purificar-se da malícia e não alimentar o ódio contra quem quer que seja; ao contrário, cultivar o Amor Universal por todos os seres.
j) Libertar-se da ignorância espiritual seguindo sempre o caminho da Auto-Realização.







Fonte: Verdade Suprema
Sri Maha Krishna Swami.

22/05/2010

BUDDHAN SARANAM GACCHAMI




A melhor das palavras são as quatro Nobres Verdades que são as concepções centrais dos ensinamentos de Budha.

I- A verdade de que toda a vida envolve sofrimento.
- O nascimento, a velhice, a doença e morte, a tristeza, a miséria, a aflição, o desespero, estar ligado a coisas repugnantes, perder aquilo que se ama e o fracasso em atingir aquilo a que se aspira, são sofrimentos.

II -A verdade em que a causa do ciclo imenso de nascimentos, mortes e sofrimentos são a ignorância espiritual, associada ao desejo - O mundo objetivo desperta o desejo de viver para satisfazer as paixões que prendem em suas redes de sofrimentos aqueles que a elas estiverem apegados. A origem do sofrimento é a luxúria, a paixão, a sensualidade, o egoísmo e a sede pela existência que anseia por prazeres a todo momento. O mundo ilusório é escuro, e poucos são os que podem ver e voar como pássaros que fugiram da armadilha. Para alcançar a paz suprema o homem deve livrar-se de suas paixões, ser moderado em todas as suas ações e andar no dourado caminho do meio evitando sempre os extremos, pois aquele que vai para os extremos encontra grandes dificuldades para retornar ao meio. O melhor dos caminhos é o de oito estradas. Quem se propõe atingir a sabedoria segue a senda óctupla e assim deixa de sofrer.

A compreensão reta, livre da superstição e da ilusão;
O pensamento reto, elevado e digno;
O falar reto, bondoso e franco;
A compaixão reta, a devoção suprema e o amor infinito;
As ações retas, pacíficas, honestas e puras;
O viver reto, não causando perigo ou dano algum a qualquer ser vivente;
O esforço reto na auto-investigação e no autocontrole;
O discernimento reto, a plenitude de conhecimento, a firmeza na meditação profunda, tornando-se uma constante naquele que deseja desapegar-se do mal. Quanto mais ele mantém-se afastado dos prazeres da vida, tanto mais cessará o sofrimento. Transformar-se é função da sensação;
Sentir é função do desejo e desejar é função da ignorância espiritual. Ela é, portanto, a origem de todo sofrimento e de toda escravidão que impedem o homem de manter-se em seu estado natural, livre de desejos que o aprisionam ao mundo, prometendo felicidades que jamais serão alcançadas.

III -A verdade de que o ciclo de nascimentos, mortes e sofrimentos só pode ter fim quando o homem for consciente do Divino Ser - O desejo aliado à ignorância determina uma ação. A ação executada faz surgir a sensação do ego. O ego tende afirmar a existência individual, mas a existência individual, nesse caso, são apenas os sentidos. Os sentidos provocam o contato com o mundo exterior. Esse contato é gerador de sensações, e não existe nenhuma sensação que não alimente a idéia de prolongação ou de renovação do objeto desejado. Por isso, as paixões devem ser aniquiladas, porque as impressões sensoriais da mente através dos sentidos acabam-se junto com o corpo. É preciso perder a individualidade pessoal que está ligada à sensação do ego e atingir a unidade com o absoluto Ser Supremo. Assim como a árvore deixa cair suas folhas secas, também o homem deve abandonar tudo aquilo que impede sua identificação com o Divino, sua própria essência.

IV -A verdade de que a Consciência do Divino só pode ser alcançada seguindo-se com perfeição o Nobre Caminho Óctuplo - Aquele que não se identifica com nomes e formas, que não se aflige com o mal nem com o bem, que se porta com bondade, que sempre é feliz, que eliminou a mesquinhez nas suas ações, conhece a natureza ilusória da personalidade e sabe que a causa de todos os seus sofrimentos é uma miragem, porque ele vence o egoísmo, alcança a paz eterna e encontra a Verdade Suprema. Os raios da roda são as regras da retidão de conduta; a justiça é a uniformidade de seu comprimento; sabedoria é o aro; modéstia e meditação são o cubo no qual o eixo imóvel da Verdade está fixado. Aquele que reconhece a existência do sofrimento, de suas causas e da sua extinção, compreende as quatro Nobres Verdades e anda no caminho reto. Reto propósito será a luz que ilumina seu caminho. Puras aspirações a sua força. Justiça no falar a sua morada. Seu passo será firme, porque reta é a sua conduta.






Fonte: Verdade Suprema
Sri Maha Krishna Swami

15/05/2010

O CRISTO DO AMOR DIVINO

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A todo instante
Nasce Jesus no coração de cada ser,
No lado direito do peito.

Ele é a luz,
A Consciência absoluta que vem à tona.
Ele é a verdadeira vida,
A Força Suprema que se reflete
Em todos os seres do universo.

Ele é o Supremo Ser,
Que com sua força infinita
Vem iluminar o mundo
Nesta época de inconsciência espiritual,
Para que todos recobrem a consciência do divino,
Para que todos possam integrar-se
Na vida do Cristo de todos os tempos,
Na Luz infinita da Verdade Suprema,
Na força absoluta do Ser,
Na força de todos os Mestres.

Ele é o Cristo dos oprimidos,
Dos que têm fome e sede de justiça,
Dos que sofrem perseguições,
Dos esgotados pelos ciclos de sofrimentos.
O Cristo dos mansos de coração,
O Cristo dos sábios e dos ignorantes,
O Cristo dos conscientes e dos inconscientes.

Ele é o Cristo das esperanças,
O Cristo dos simples,
Dos justos,
Dos compassivos,
Dos limpos de coração.
O Cristo dos pacificadores,
O Cristo da justiça divina.

Ele é o Cristo das crianças,
Da felicidade perfeita,
Do amor divino,
Dos Maha Devas.
O Cristo que nasce na estrebaria,
O Cristo da humilde carpintaria,
O Cristo de José e de Maria.

Ele é o Cristo das semeaduras e das colheitas,
O Cristo do Reino Supremo,
Do caminho direto,
Da intuição pura.
O Cristo da meditação iniciática,
Da devoção que enternece,
Do pão que nutri e sacia.

Ele é o Cristo dos que resplandecem como o Sol,
O Cristo dos apóstolos,
Das bem-aventuranças.
O Cristo dos pescadores,
Do mar profundo,
O Cristo das ovelhas
E dos pastores.

Ele é o Cristo de João Batista,
De São Francisco.
O Cristo vivo de Simão Pedro,
O Cristo da Comunidade Perfeita.
O Cristo Cósmico,
Dos Maha Yogues,
O Cristo da Luz, do Caminho, da Verdade Suprema.







Fonte: Ser
Sri Maha Krishna Swami

02/05/2010

A OPÇÃO É SUA






Aquele que se decide pelo caminho do autoconhecimento deverá discernir entre o caminho que é e o caminho que não é. O caminho real é simples, sem mistérios, direto. Se alguém propuser caminhos que sejam mais fáceis que esse é preciso rejeitá-los, pois aceitar tal idéia é dar asas ao ego profano, e isso conduz a pessoa para o abismo. A decisão em seguir o caminho espiritual é particular a cada um. Ninguém pode decidir pelo outro. Cada um decide por si mesmo. Se a pessoa optar pelas fantasias e prazeres do mundo, ela fica com o príncipe do mundo. Jesus Cristo deixou um ensinamento muito claro a esse respeito. Ele disse que viria o príncipe do mundo, mas este nada teria do Cristo, e tudo o que não é está ligado a esse personagem. Todas as fantasias, tudo o que é irreal está ligado à força do príncipe do mundo, ao príncipe do ego profano, que nada tem em comum com o Cristo, como disse o Mestre Jesus.

Se o homem tomar qualquer decisão contrária aos sagrados ensinamentos é porque ele fechou seus ouvidos e seu coração ao Cristo, para dar atenção ao príncipe do mundo pois, uma vez que os sagrados ensinamentos são dados, discernidos, comentados, não há como errar. Por isso, o homem tem apenas uma opção: conscientizar-se do Ser Supremo. Não pode haver outra afinidade, outro objetivo. Todo objetivo além do Ser não é, e pertence ao príncipe do mundo.










O Consolador
Sri Maha Krishna Swami