27/08/2011

O AGIR

O motivo das ações deve ser sempre o cumprimento do supremo dever. As obras devem ser feitas sem se procurarem recompensas, sem preocupação com o sucesso ou insucesso, com ganho ou prejuízo pessoal.
Não se deve cair, porém, em ociosidade e inação, como acontece facilmente aos que perderam as esperanças somente por sempre esperar recompensas de suas ações. Aqueles que baseiam o seu bem-estar só nas ações perdem a felicidade e a paz e caem na miséria e no descontentamento. Mas quem atingiu a Consciência Suprema é capaz de elevar-se acima dos resultados bons e maus.
Aquele que é capaz de perceber a sua unidade com o Ser Supremo fica livre dos efeitos das ações. O sábio que conhece essa verdade, pratica ações sem esperar recompensa, e assim alcança a autolibertação espiritual. Suas obras são livres de esperanças egoístas e, por ter renunciado aos frutos das ações, confia na Força Divina e assim está sempre em inação, ainda que trabalhe, porque não age para a sua pessoa, mas deixa agir por si a Força Divina. Não espere lucro, não receia perda, de nada depende. Está sempre contente. É livre de inveja, conserva o ânimo tanto no sucesso como no insucesso. Faz sempre o melhor que pode, sem se apegar à obra que executa.




Fonte Sri Maha Krishna Swami
Verdade Suprema

13/08/2011

EM BUSCA DO SER FELICIDADE





Os homens procuram felicidade não porque a felicidade seja apenas um deleite, mas porque ela é o seu próprio ser. Portanto, o ser humano, procurando a felicidade, não faz outra coisa senão procurar a si mesmo. O que dá ao ser humano o desejo de procurar a felicidade é o sentimento de haver perdido alguma coisa que ele sempre possuiu, que lhe pertencia, que era o seu verdadeiro ser. A ausência de felicidade que um espírito experimenta desde o dia que nasceu na Terra e que aumenta cada dia mais, faz com que os seres humanos se esqueçam que seu próprio ser é a verdadeira felicidade. Pensam que a felicidade é alguma coisa que se adquire, e por pensar que a felicidade é alguma coisa a ser adquirida, os seres humanos lutam constantemente em todas as direções para obtê-la. E, finalmente, acontece a catástrofe. Descobrem que depois de todos os esforços, a verdadeira felicidade não está no que eles chamam prazeres. Os prazeres do mundo pode ser uma sobra muito tênue da felicidade real. Há uma ilusão de felicidade, pois toda ilusão que se põe ao lado da felicidade, é mais interessante para a maioria dos homens que a própria realidade. Uma felicidade momentânea, uma felicidade efêmera, uma felicidade que depende de algo exterior é o que se chama de prazer. Muito frequentemente confundimos em nossa mente a diferença que existe entre prazer e felicidade. Um divertimento, um passatempo qualquer, um deleite que afasta o nosso pensamento das responsabilidades, das fadigas e limitações de vida e nos dá um momento de consolação levam os seres humanos a pensar que estes caminhos são os da felicidade. Como não se pode ter tudo isso e como às vezes nos apercebemos que estamos procurando o que se chama prazer, a perda é algumas vezes maior que o lucro; começamos então a procurar o que realmente seja um meio de encontrar a felicidade. Aqui o ser humano desperta seu espírito para procurar os mistérios da religião, o senso na filosofia, os segredos da mente e do misticismo. Tudo que possa ajudá-lo a encontrar a tão venerada felicidade, mas ainda isto não é propriamente a felicidade. A mente e o corpo são meios. É por estes meios que o ser humano experimente a vida mais integralmente, mais claramente, porém não são eles a felicidade. A essência do ser interior é a única felicidade.



Fonte: Planeta especial
Sri Maha Krishna Swami

05/08/2011

O PÃO QUE SACIA

Os inconscientes não comentam
A fome espiritual dos que,
Sem o pão da vida,
Não conhecem a Força Suprema.

Quem se alimenta
Do nefasto ego profano
Não conhece o amor divino que
Há nos ensinamentos do Cristo,
Que é o Pão,
A Força que alimenta.

O que se come entre
O Pão e a Essência
É a fraqueza e a fome exposta
Na mesa das esperanças.

O que realmente alimenta
Não é dessa esperança
Com que os homens se auto-enganam.
Eles envenenam-se com o ego
Do qual se alimentam
E não conhecem o Pão
Que nutre e sacia a fome,
Que come a fome.

Comam o Pão que sacia a fome.
Esse é o nosso Pão.


Fonte:Maha Gita purusham do Bem-aventurado
Sri Maha Krishna Swami