28/01/2012

A FORÇA DIVINA DOS CENTROS ETÉRICOS

Quero falar nesse capítulo sobre os centros etéricos.
Os cientistas de hoje começam a compreender a importância da cadeia endócrina e já sabem que, do seu bom funcionamento e das secreções de suas glândulas, dependem a vida e a inteligência do ser humano.

O sistema etérico é, do mesmo modo, importante para o seu aperfeiçoamento sutil. Na linguagem universal da maha-ioga, utilizam-se expressões tais como: o discípulo está ouvindo um zumbido sagrado, está vendo sete mundos, banhando-se em sete rios. Tudo isso quer dizer que ele despertou a divina força kundalini. Acordou para os sete planos de consciência. Dou estes termos para que se possa entendê-los, quando forem encontrados.

Agora quero revelar algo sobre o método usado, na Índia, pela maha-ioga, para despertar a divina força kundalini.
Quando se considera que um aspirante pode fazê-lo, ensina-se a ele, além de uma respiração especial, a sentar-se, dia após dia, com a espinha ereta, concentrando-se e dirigindo o olhar interno aos centros etéricos indicados pelo mestre. Ele não deve ter outro pensamento em sua mente do que a identificação com estes centros e sua divindade.
Na Índia, este despertar é, frequentemente,
simbolizado por um elefante branco de sete trombas; muitas vezes ele é montado pela deusa Kali. Encontramos, também, imagem desta deusa montando uma serpente. Kali simboliza a força destrutiva e isso significa que o acordar de kudalini, quando mal orientado, desperta poderes que podem tornar-se destruidores. Assim sendo, é muito importante que os pensamentos, os desejos de um aspirante, sejam livres de impurezas, não durante, apenas, a meditação, mas em toda sua vida diária. Só o mais puro, o mais elevado deve encontrar lugar em sua mente. Nenhum desejo inferior ou pensamento de crítica injusta deve ser alimentado. Se ele despertar a força etérica, sem ter intenções elevadas, por meio de uma meditação errada, ou tendo pensamentos ou desejos impuros, tornar-se-á logo um seguidor de Kali-serpente. Então, a força, subindo, poderá causar desequilíbrios metais, doenças físicas ou outras consequências nefastas. Já falei do despertar harmonioso dos centros etéricos que leva o ser humano a perfeição. Devo fazer menção, também, sobre os perigos que podem resultar de uma subida prematura do kundalini, especialmente hoje em dia, quando, no mundo ocidental, há muitos pseudo-instrutores, que preconizam o despertar das forças psíquicas. Estes instrutores iludem seus eventuais seguidores com maravilhosas descobertas dos mundos invisíveis, podendo, assim, conduzi-los a um período de sofrimento e trevas.
Com a orientação de um verdadeiro mestre, o discípulo, prosseguindo em suas práticas, vivifica a divina força kundalini até a altura renal. Aqui se encontra uma outra força suprema que, no Oriente, é, às vezes, simbolizada por uma estrela de seis pontas, de luminosa cor amarela.
Os maha-iogues dizem que a luz que projeta este centro, quando desperto, é como a luz de 6 milhões de sóis; sua força é chamada de relâmpago do espírito. É uma corrente elétrica que age sobre o corpo inteiro. Quando esse centro etérico se torna ativo, o ser humano pode transcender, conscientemente, o corpo físico, a mente pensante e os sentidos de percepção. Neste estágio, como já alertei antes, muita cautela é necessária, pois o aspirante perceberá, daí em diante, que o caminho se desdobra e dois mundo podem ser vistos. É aqui que aprenderá a discernir a verdade. O discípulo deverá aprender a manter-se firmemente no meio, pois, se no mundo sutil, ele se deixar levar de lá para cá pelas influências que aí encontra, virá a ser deturpador da luz etérica. Em outras palavras, o ser humano que deturpou este centro reflete, já os dois lados, mas não pode ser considerado vidente seguro enquanto não aprender a ver e a sentir a verdade do meio.
A divina força, continuando chega ao plexo solar. Aqui, a consciência psíquica e espiritual começa a despertar e, à medida que cada pétala se abre, ouvimos o curioso som, semelhante ao zumbido de abelhas distantes, ou a um sino longínquo. O discípulo que chegou a este estágio deve treinar sua intuição pura, para que fique receptivo às instruções do mestre. Ele poderá sentir, aqui, um influxo de poder, logo imaginando que atingiu o grau de iniciado. Então, mais do que nunca, precisará de vigilância para que seu orgulho não o perca. A voz do seu eu inferior, revestindo-se com esse orgulho, poderá assumir o lugar do mestre e conduzi-lo à destruição. Deverá sempre lembrar que, quando o homem imagina que atingiu o máximo no caminho da perfeição, é que está em perigo de tudo perder. Pela meditação, que é um sentir sobre o centro onde se reflete a eterna consciência do cosmo no lado direito do peito, o ser humano pode entrar em contato com seu criador. Despertando este divino centro, o discípulo torna-se capaz de transcender a matéria e alcançar os mundos etéricos, onde poderá absorver a sabedoria, o que lhe permitirá transmitir paz e harmonia aos seus semelhantes. Na contraparte etérica deste centro, há sete planos, cada um possuindo a sua divindade. No Oriente, diz-se que cada centro etérico tem o seu "deva" ou guardião, pois há o caminho da mão direita e o da mão esquerda. Assim, na senda da esquerda, está o "deva" do lado inferior do centro etérico e, na direita, seu guardião celestial. De acordo com a qualidade dos seus desejos, o ser humano é atraído por um ou por outro lado.





Fonte: Planeta Especial
Sri Maha Krishna Swami

21/01/2012

MANTRA INICIÁTICO

Todo mantra
E todo nome sagrado
Provém do Ser Supremo.
Através de seu poder,
Estimula o homem
A livrar-se, gradualmente,
Do ego profanador
E conscientizar-se
Do Ser Supremo.

Quando se afina
Com o ritmo do mantra,
A atenção é fixada
No sublime som
Que é produzido
Pela sua repetição.
O mantra é, por si mesmo,
Um caminho espiritual.
Somente através
Desse som sagrado
Entra-se
Em meditação profunda,
E, só por meio dela,
É possível conscientizar-se
Do divino.




Fonte: Maha Gita purusham do Bem-aventurado
Sri Maha Krishna Swami

14/01/2012

DUPLO ETÉRICO




O duplo etérico não é exclusivo dos seres humanos. Ele é uma energia que pode ser vista facilmente, até mesmo através de uma máquina, no chamado "efeito Kirlian". Duplo etérico não é aura. Aura a pessoa não vê, a não ser que ela tenha despertado o estado de consciência espiritual. A aura é também um veículo de autoconscientização. Só os Mestres treinados a sentir e intuir é que podem vê-la. Outra pessoa vê, no máximo, algo que é uma ilusão de ótica. Muitos vêem uma luminosidade nas tumbas, nos cemitérios. É o duplo etérico desprendendo do corpo. Eles pensam que é a alma da pessoa, uma luz, e na verdade é o duplo etérico e nada mais.

O duplo etérico é um elo que existe entre o corpo astral e a aura da saúde. Quando o Mestre aconselha ao discípulo utilizar-se da naturopatia, mesmo que ele não esteja sentindo nada fisicamente, é porque viu alguma mancha nessa aura da saúde, relacionada a algum órgão que ficará doente. Então desaparece a mancha e o perigo da doença. Atrás da aura da saúde existe a aura espiritual. Todos esses veículos estão presentes na manifestação.

Temos constantemente o duplo etérico, e o sentimos como uma energia.Quando dormimos ele se afasta e quando meditamos essa energia deve ser afastada totalmente. Caso contrário podemos estar com inquietação, teremos todos os pensamentos ativados e a meditação não será profunda nem verdadeira. O duplo etérico pode ser afastado conscientemente quando se medita, e quando se está profundamente em meditação, em paz, em completo relaxamento, o duplo etérico afasta-se totalmente. Então a respiração se reduz ao mínimo. Isso significa que sem a energia Kundalini pode-se meditar, e nesse momento os chacras estão todos abertos. Eles brilham e se abrem como pétalas. Eles giram em círculos concêntricos, não só numa direção, mas em vários pontos. Deslocam-se para frente, para trás, para os lados.

Além do duplo etérico existe a matriz, isto é, o corpo astral, do qual o corpo físico é uma cópia. Todos são veículos de conscientização espiritual. Alguns textos primários de Yoga dizem que possuímos sete corpos. Mas podemos possuir mil deles. Não importa o número de corpos, de chacras, de auras, de pétalas. Tudo isso é manifestação ainda. E nesses corpos, chacras e auras se reflete o divino sempre. Não somos os chacras, os vários corpos, nem o micro nem o macrocosmo. Somos o Ser que manifesta tudo isso.

Nós podemos ver, analisar, sentir e até usar essas forças. Qualquer cientista pouco visado utiliza a energia do átomo e cria uma bomba atômica. Isso quer dizer que não há nada de divino na matéria. É uma energia simplesmente. O homem mesmo que manipula essas energias não percebe que é ele mesmo quem vê e não é visto pela matéria. O homem está hipnotizado pela matéria. Aquele que vê essas coisas e se apega a elas é como se estivesse em estúdios cinematográficos, apegando-se às imagens dos filmes. É ilusório.

O divino não habita na matéria, mas ele se reflete em todos os veículos manifestados.Nós somos esse divino e não os veículos manifestados. Esse é um ensinamento total e supremo da Maha Yoga. Incontestável. Por mais yugas que aconteçam, por mais humanidades que apareçam e desapareção e sistemas diferentes que se manifestem e se desmanifestem, esse ensinamento nunca será modificado.



Fonte: SER
Sri Maha Krishna Swami

08/01/2012

É PRECISO EMANCIPAR-SE

Queimará o incenso que sua benevolência há de produzir, para perfumar sua meditação, que julga ser a mais sagrada de todas as forças. Tanto mais sagrada quanto mais se multiplicarem os sons supremos de seus bhaktis em você mesmo. Porém mais tarde terá que demolir o seu templo, pedra por pedra. Então sentirá a unidade de tudo e que não há mal que o ameace nem bem que o seduza. E assim estará cruzando os portais da Plenitude Suprema.




Fonte: SER
Sri Maha Krishna Swami